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Custos com transportes representam 49% na logística catarinense

 

Pesquisa realizada pela FIESC é apresentada aos empresários do Alto Vale, durante Workshop Regional de Logística e Produtividade

 

“A pesquisa feita em parceria com a UFSC, foi aplicada por setor e por região, e identificou um valor médio de R$ 0,14 em gastos com logística para cada R$ 1,00 de faturamento. Desses R$ 0,14, 49% representam os custos com transportes”, explicou Mário Cézar de Aguiar, 1º vice-presidente da FIESC e presidente da Câmara de Transporte e Logística da entidade. “A FIESC tem uma preocupação muito forte com a questão da infraestrutura, pois ela afeta fortemente a indústria”, complementou ele.

 

Os dados foram apresentados durante jantar alusivo ao Dia da Indústria (25 de maio), realizado pela FIESC Alto Vale, na segunda-feira, 24 de maio, em Rio do Sul. Aguiar também mostrou um comparativo dos investimentos em logística feitos pelo Brasil e por outros países. “Temos uma deficiência grande em relação aos concorrentes”, acrescentou. A situação atual das rodovias, ferrovias, aeroportos e portos brasileiros também foi apresentada pelo vice-presidente, assim como os investimentos necessários. “A solução é mobilizar as entidades representativas dos setores produtivos e os usuários para mudar essa realidade”, concluiu Aguiar, citando ainda as ações e propostas da FIESC para melhorar a infraestrutura no estado.

 

O público presente, mais de 100 pessoas, conheceu ainda o diretor industrial da Azimut Yachts, Roberto Paião, que falou sobre a implementação do Lean Manufacturing na empresa, realizada em parceria com o SENAI. “A reorganização promovida por esta ferramenta fez dobrar nossa produção de 2013 para 2015 e, nosso faturamento passou de R$ 40 milhões para R$ 100 milhões por ano”, afirmou o empresário.

 

O diretor do Instituto Senai de Tecnologia (IST) em Logística, Geferson Santos, deu sequência à programação com o tema “Do portão para dentro: o que estamos fazendo para aumentar a competitividade da indústria”. Segundo o IST, a indústria brasileira tem um alto déficit de produtividade. “São vários os motivos: qualificação dos trabalhadores, métodos de produção, tecnologia, entre outros. Por isso a FIESC oferece oportunidades através do SENAI, SESI e IEL para corrigir as deficiências, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade, de preferência sem investimento das empresas”, disse Santos. O vice-presidente da FIESC para o Alto Vale, Lino Rohden, aproveitou para incentivar os empresários. “Usem o sistema FIESC como um porto seguro para seus interesses. As ferramentas oferecidas pela entidade ajudam as empresas a melhorar a competividade”, argumentou Rohden.

 

As comemorações do Dia da Indústria seguem até o mês de junho. 

 

 

Debora Claudio - Jornalista

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